quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Duas pessoas a escrever em metade do teclado em simultâneo no NCIS


Num episódio do NCIS, o disparate acontece 3 vezes numa única cena, em que os argumentistas delirantes colocam:


  1. uma firewall a ser violada e a gerar freneticamente janelas desconexas e mensagens alucinantes, entrecortadas com código supostamente a ser executado (!?)
  2. duas pessoas a usar cada uma a sua metade do teclado em simultâneo, para conseguirem combater mais rapidamente o intruso (!!!???)
  3. um dos supostos especialistas diz que nunca viu código assim, ao observar as janelas frenéticas que vão sendo geradas aleatoriamente.
Tudo isto é verdadeiramente estúpido e inverosímil. Mais uma vez, os argumentistas demonstram a sua ignorância informática.

Pesquisa de pegadas absurda no CSI Nova Iorque


Num episódio da sétima série do CSI Nova Iorque, os argumentistas voltaram a cair na tentação de mostrar graficamente uma pesquisa que jamais se desenrolaria assim no mundo real. 

No mundo da fantasia, o criminalista insere uma pegada parcial e o programa de pesquisa na base de dados vai alegremente mostrando todos os registos da mesma. 

Mais uma vez, tal como já foi referido amiúde neste blogue, isto é uma estupidez. Não haveria nada mais ineficiente, no mundo real.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Apagamento de coisas da internet no Dexter

Jerez de los Caballeros
Num episódio da sexta série do Dexter, o Masuka pede a um estagiário para tentar resolver um problema de um prova de um crime que tinha sido leiloada por uma anterior estagiária, entretanto despedida. O estagiário diz que vai dar uma vista de olhos. Mais tarde, revela a Masuka que não consegue obter a peça de volta, dado que já fora vendida, mas que conseguiu apagar da internet todos os vestígios da transação. Hmm? O quê? Apagar da internet? O que é apagar da internet? Entrar nos servidores do google? Mais um perfeito disparate.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Migalhas e interferências analógicas no rosto da mentira

Oktoberfest 2012, em Lisboa
Num episódio da terceira temporada da série "o rosto da mentira" ("lie to me", no original), há uma empresa informática com 3 sócios, dois homens e uma mulher. A mulher é assassinada. Um dos sócios, o alegadamente menos inteligente, diz que pode ajudar os detetives a detetar os passos do seu sócio. O disparate começa aqui, quando este alega que consegue detetar os passos do sócio através de umas "migalhas informáticas", que depois mostra como ficheiros representados a vermelho sobre fundo preto, como se estivessem escondidos. Pouco depois,  todos os computadores da sala começam a sofrer uma interferência completamente analógica, com linhas horizontais de distorção, espalhadas por toda a imagem, de cima abaixo. Ao ver isto, afirma categoricamente que foi o sócio a entrar na rede dos detetives e a apagar o seu rasto.

Mas que patetice é esta?