sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CSI Nova Iorque e recuperação absurda de disco rígido queimado

"Corned beef hash", em Guttenberg, na Nova Jérsia

No oitavo episódio da primeira série de CSI Nova Iorque, os investigadores encontram um carro que ardeu, com uma vítima lá dentro. No meio dos destroços, aparece um disco rígido. Comentam entre si que deve ter perdido os dados todos, devido ao calor do incêndio, ao que o chefe dos investigadores acaba por retorquir que não, que não devem ter sido atingidos os 700 graus centígrados a partir dos quais os discos rígidos se estragam (?!). 

Noutra cena, encontram também um dispositivo desmagnetizador, que talvez pudesse ter sido usado na desmagnetização do disco rígido.

Ainda noutra cena, mais tarde, já no laboratório, o chefe senta-se numa mesa e extrai o cinlindro do disco rígido, tratando-o como um CD, mais coisa menos coisa. Limpa-o, volta a colocá-lo dentro da caixa e liga-o ao computador. Nesta altura, começam a aparecer letras e números sem nexo no monitor (?!), numa tentativa de representação hexadecimal de uma suposta pesquisa. Mas as letras não param quietas. Andam sempre a descer. E não há ficheiros. A informação vai passando, mas sem nexo, como se houvesse ruído branco. 

Muda a cena e o chefe tenta uma nova limpeza. Desta vez, as letras continuam a descer, mas do lado direito, numa parte estreita que não parece hexadecimal, começam a aparecer frases isoladas. Depois, começam a aparecer mensagens de correio electrónico, que saltam para janelas separadas (!?), comprometendo o assassino. Mas que raio de disparate é este? Letras a descer? Mensagens de correio electrónico perdidas e a saltar quando a pesquisa passa por lá? Por favor.   

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