sexta-feira, 11 de novembro de 2011

DVD com vírus que envia pacotes com telefones em investigação criminal



No mesmo episódio de investigação criminal referido na entrada anterior, os investigadores recebem um DVD com imagens da jovem raptada. No fim da reprodução, o especialista em informática detecta a existência de um vírus, que começa a enviar um pacote de dados, que rapidamente é identificado como contendo o número de telefone do NCIS. Mas isto faz algum sentido? Que estupidez.

Chamada de skype desconhecido em cache em investigação criminal

No segundo episódio da oitava série de investigação criminal, os investigadores tentam perceber o que se passa com a linha telefónica de avô que havia entrevistado poucos instantes antes, devastado com o desaparecimento da neta. Ao tentarem ligar-lhe para casa, ele não atende. Descobrem que o número foi reencaminhado para um número skype desconhecido (?!). Depois, mesmo desconhecendo o utilizador do skype, descobrem que recebeu uma chamada 20 minutos antes (?!). E, para entrarem mesmo na idiotice total, dizem que como foi uma chamada via internet, o ficheiro de áudio ainda está na cache do servidor local? Ficheiro de áudio? Cache de uma chamada inteira? Mas em que planeta foi isto? 

Para informação dos argumentistas, as chamadas de VoIP não mandam ficheiros inteiros. Mandam pacotes pequeninos, que não ficam em cache nenhuma. Que estupidez.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ampliação de vídeo em contraluz e pesquisa absurda em ossos

Sanduíche de carne desfiada num Applebee's em Nova Iorque
Num episódio da série ossos, os investigadores apoderam-se de um vídeo de um jovem pianista amish assassinado, filmado alegadamente pouco tempo antes do seu desaparecimento. Durante o visionamento do vídeo, que mostra o jovem a tocar com outros jovens, tentam identificar onde poderá ter sido filmado. É aqui que entra a parvoíce. Começam a ampliar uma das janelas, filmada em sobrexposição, em contraluz, até conseguirem identificar o tipo de arquitectura da casa em frente (?!). Depois, com a ajuda do computador, conseguem restringir a pesquisa de casas parecidas, que vão passando numa tela ao lado, em sucessão. No entanto, ainda há muitas por onde escolher. Nisto, ouvem o som de um comboio a apitar e pronto. É quanto basta para "triangularem" (?!) com a linha de caminho de ferro no mapa e já está, encontram logo o local.

Mais uma vez, a lamentável confusão da imagem com definição infinita, acompanhada das pesquisas mostradas em directo para ficarem mais lentas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ampliação de lágrima

Dois investigadores olham para uma foto e concluem que o suspeito deveria estar do lado oposto, do lado do fotógrafo. Eis que o informático diz que tem um programa que permite ver o reflexo nas lágrimas dos olhos dos intervenientes (!?). Passado um bocado, aparece com uma nova foto com alta resolução extraída dos olhos de um dos intervenientes onde vêem o suspeito. Será que esta malta não aprende que a resolução das fotos não é infinita ?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Programa no telemóvel para detectar pessoas indesejáveis em CSI:NY


«Jo analyzes Sarah's expensive clothes and surmises she was seeing a rich, married man. Adam accesses her phone and discovers she had 'Enemy X' programme on there, which indicates the location of people she wanted to avoid.» 

Isto supostamente enviando um sinal ao GPS dos telemóveis alheios... e até mostrava um mapa com as pessoas que ela queria evitar. Isto funcionava se o outros telemóveis tivessem o mesmo programa instalado...não vale instalar só de um lado, a rede celular não divulga informação sobre os seus clientes. Mais uma bacorada sobre GPSs...

CSI Nova Iorque e recuperação absurda de disco rígido queimado

"Corned beef hash", em Guttenberg, na Nova Jérsia

No oitavo episódio da primeira série de CSI Nova Iorque, os investigadores encontram um carro que ardeu, com uma vítima lá dentro. No meio dos destroços, aparece um disco rígido. Comentam entre si que deve ter perdido os dados todos, devido ao calor do incêndio, ao que o chefe dos investigadores acaba por retorquir que não, que não devem ter sido atingidos os 700 graus centígrados a partir dos quais os discos rígidos se estragam (?!). 

Noutra cena, encontram também um dispositivo desmagnetizador, que talvez pudesse ter sido usado na desmagnetização do disco rígido.

Ainda noutra cena, mais tarde, já no laboratório, o chefe senta-se numa mesa e extrai o cinlindro do disco rígido, tratando-o como um CD, mais coisa menos coisa. Limpa-o, volta a colocá-lo dentro da caixa e liga-o ao computador. Nesta altura, começam a aparecer letras e números sem nexo no monitor (?!), numa tentativa de representação hexadecimal de uma suposta pesquisa. Mas as letras não param quietas. Andam sempre a descer. E não há ficheiros. A informação vai passando, mas sem nexo, como se houvesse ruído branco. 

Muda a cena e o chefe tenta uma nova limpeza. Desta vez, as letras continuam a descer, mas do lado direito, numa parte estreita que não parece hexadecimal, começam a aparecer frases isoladas. Depois, começam a aparecer mensagens de correio electrónico, que saltam para janelas separadas (!?), comprometendo o assassino. Mas que raio de disparate é este? Letras a descer? Mensagens de correio electrónico perdidas e a saltar quando a pesquisa passa por lá? Por favor.