quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Confusão absurda com sinal de GPS no novo justiceiro

Cachorros quentes em Fort Lee, na Nova Jérsia
Num episódio da série "O novo justiceiro" (conhecida apenas como "Knight Rider", no original), Michael foi envenenado por um bandido e precisa de o encontrar, para obter o antídoto. Kitt, que agora é um Ford Mustang Shelby preto, diz que não há problema:

  - Não há problema. O bandido tem um telemóvel de assinatura. Basta-me ver em que célula ele está ligado, para apanhar o sinal de GPS dele e saber onde está.

O quê? Mas os telemóveis agora mandam sinais de GPS para as células? Pela milésima vez, senhores argumentistas, os satélites de GPS é que mandam um sinal para os receptores! Nunca o contrário e, muito menos, um telemóvel para uma célula, qualquer que seja o protocolo, GSM 1800, AMPS ou outro qualquer. Isto é uma estupidez. O facto de porem um carro a falar não é desculpa para o porem a dizer disparates.

"GPS" do tamanho de uma missanga em "Agente Dupla"

Uma agente da CIA vai partir numa missão perigosa. Um colega seu diz que para protegê-la vai colocar-lhe um GPS. Só que o GPS é do tamanho de uma missanga, com a espessura de uma folha de papel. A agente cola o GPS na parte de trás da sua pulseira.

Por muito que seja um sonho bonito e eventualmente possível num futuro distante, nos dias que correm não é possível realizar este dispositivo. Com que energia é alimentado o dispositivo ? É que não basta receber o sinal do GPS, ainda tem que enviar dados via satélite, o que gastará muita energia. Não funciona, temos pena.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

GPS em baixo em Investigação Criminal

Há um assalto armado a um fornecedor de internet e, de repente, falta a luz em toda a cidade de Washington. Os investigadores lamentam-se por terem que estar a trabalhar com equipamento analógico e são chamados ao local do assalto, onde houve uma vítima. O médico legista e o assistente chegam atrasados, sendo que o assistente se queixa:

- Demorámos mais tempo porque o GPS estava em baixo.

Importa-se de repetir ? Acham que os satélites deixam de funcionar só porque faltou a electricidade na cidade ? Patético.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Cruzamento de dados absurdo no CSI Nova Iorque



No 6º episódio da primeira série do CSI Nova Iorque, dois investigadores tentam cruzar os dados dos distribuidores de fitas adesivas e dos fabricantes do material resistente ao fogo que as compunha, para apanharem o culpado de múltiplos homicídios numa cave de um restaurante que as usara.

Não haveria nada de estranho neste requisito, que poderia ser alcançado através de algumas instruções de SQL, caso possuíssem as tabelas correspondentes (o que poderia não ser tão óbvio como querem fazer crer). Mas, o que não faz mesmo sentido nenhum é apresentar a pesquisa com duas janelas, com linhas a piscar, tentendo mostrar quais as linhas de cada tabela que estão a ser comparadas em cada instante. Isto é absurdo.

domingo, 2 de outubro de 2011

Rede sem fios inconcebível em "Assalto ao metro 123"


No filme "Assalto ao metro 123" ("The taking of Pelham", no original), um malfeitor e os seus acólitos desviam uma composição do metropolitano de Nova Iorque, separando a locomotiva das restantes carruagens. Querem que lhes seja entregue dinheiro, no valor de dez milhões de dólares, em troca de 19 reféns. Antes do comboio ser desviado, uma das personagens, um jovem adolescente, aparece com um computador a fazer uma chamada de vídeo para a namorada atrevida. Esta cena passa-se à superfície, mas, poucos instantes depois, o comboio entra numa zona subterrânea. Nesse altura, o programa de chamada de vídeo acusa a perda de ligação de rede sem fios (?!), em vez de assinalar tão somente que houve uma perda de rede. Naturalmente, programas como aquele não falam "rede sem fios", mas sim qualquer coisa normalmente baseada em UDP, dois níveis acima da rede sem fios. Absurdo, portanto. Mas, não fica por aqui.

Mais tarde, quando a carruagem locomotiva já está separada da restante composição, na parte subterrânea da linha, onde não há qualquer rede sem fios, os apaniguados do bandido principal fazem uma estranha magia, apontando um instrumento desconhecido para cima, como se houvesse canalização de redes sem fios da superfície para o túnel. Pouco depois, conseguem ligar-se a uma dessas redes, fornecendo-a ao portátil do bandido chefe (?!). O argumentista, não contente com esta proeza, espalha-se ainda mais quando dá a entender que esta rede é propagada ao resto da carruagem, restabelecendo a chamada de vídeo do portátil do jovem (?!), que fica pousado no chão a transmitir imagens da carruagem. Ridículo.