No filme "Assalto ao metro 123" ("The taking of Pelham", no original), um malfeitor e os seus acólitos desviam uma composição do metropolitano de Nova Iorque, separando a locomotiva das restantes carruagens. Querem que lhes seja entregue dinheiro, no valor de dez milhões de dólares, em troca de 19 reféns. Antes do comboio ser desviado, uma das personagens, um jovem adolescente, aparece com um computador a fazer uma chamada de vídeo para a namorada atrevida. Esta cena passa-se à superfície, mas, poucos instantes depois, o comboio entra numa zona subterrânea. Nesse altura, o programa de chamada de vídeo acusa a perda de ligação de rede sem fios (?!), em vez de assinalar tão somente que houve uma perda de rede. Naturalmente, programas como aquele não falam "rede sem fios", mas sim qualquer coisa normalmente baseada em UDP, dois níveis acima da rede sem fios. Absurdo, portanto. Mas, não fica por aqui.
Mais tarde, quando a carruagem locomotiva já está separada da restante composição, na parte subterrânea da linha, onde não há qualquer rede sem fios, os apaniguados do bandido principal fazem uma estranha magia, apontando um instrumento desconhecido para cima, como se houvesse canalização de redes sem fios da superfície para o túnel. Pouco depois, conseguem ligar-se a uma dessas redes, fornecendo-a ao portátil do bandido chefe (?!). O argumentista, não contente com esta proeza, espalha-se ainda mais quando dá a entender que esta rede é propagada ao resto da carruagem, restabelecendo a chamada de vídeo do portátil do jovem (?!), que fica pousado no chão a transmitir imagens da carruagem. Ridículo.