terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Resolução infinita e reflexos em Ossos

Os investigadores descobriram um vídeo em que a vítima está na cama com um suspeito. A vítima, de costas, tapa a cara do suspeito. Como ver a cara dele ? Grande ideia, vamos tentar ver reflexos em objectos que estão no resto do quarto. E claro, vamos ampliá-los até onde quisermos, porque como sabemos, a resolução de qualquer vídeo é infinita. Por favor...


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

DVD com vírus que envia pacotes com telefones em investigação criminal



No mesmo episódio de investigação criminal referido na entrada anterior, os investigadores recebem um DVD com imagens da jovem raptada. No fim da reprodução, o especialista em informática detecta a existência de um vírus, que começa a enviar um pacote de dados, que rapidamente é identificado como contendo o número de telefone do NCIS. Mas isto faz algum sentido? Que estupidez.

Chamada de skype desconhecido em cache em investigação criminal

No segundo episódio da oitava série de investigação criminal, os investigadores tentam perceber o que se passa com a linha telefónica de avô que havia entrevistado poucos instantes antes, devastado com o desaparecimento da neta. Ao tentarem ligar-lhe para casa, ele não atende. Descobrem que o número foi reencaminhado para um número skype desconhecido (?!). Depois, mesmo desconhecendo o utilizador do skype, descobrem que recebeu uma chamada 20 minutos antes (?!). E, para entrarem mesmo na idiotice total, dizem que como foi uma chamada via internet, o ficheiro de áudio ainda está na cache do servidor local? Ficheiro de áudio? Cache de uma chamada inteira? Mas em que planeta foi isto? 

Para informação dos argumentistas, as chamadas de VoIP não mandam ficheiros inteiros. Mandam pacotes pequeninos, que não ficam em cache nenhuma. Que estupidez.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ampliação de vídeo em contraluz e pesquisa absurda em ossos

Sanduíche de carne desfiada num Applebee's em Nova Iorque
Num episódio da série ossos, os investigadores apoderam-se de um vídeo de um jovem pianista amish assassinado, filmado alegadamente pouco tempo antes do seu desaparecimento. Durante o visionamento do vídeo, que mostra o jovem a tocar com outros jovens, tentam identificar onde poderá ter sido filmado. É aqui que entra a parvoíce. Começam a ampliar uma das janelas, filmada em sobrexposição, em contraluz, até conseguirem identificar o tipo de arquitectura da casa em frente (?!). Depois, com a ajuda do computador, conseguem restringir a pesquisa de casas parecidas, que vão passando numa tela ao lado, em sucessão. No entanto, ainda há muitas por onde escolher. Nisto, ouvem o som de um comboio a apitar e pronto. É quanto basta para "triangularem" (?!) com a linha de caminho de ferro no mapa e já está, encontram logo o local.

Mais uma vez, a lamentável confusão da imagem com definição infinita, acompanhada das pesquisas mostradas em directo para ficarem mais lentas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ampliação de lágrima

Dois investigadores olham para uma foto e concluem que o suspeito deveria estar do lado oposto, do lado do fotógrafo. Eis que o informático diz que tem um programa que permite ver o reflexo nas lágrimas dos olhos dos intervenientes (!?). Passado um bocado, aparece com uma nova foto com alta resolução extraída dos olhos de um dos intervenientes onde vêem o suspeito. Será que esta malta não aprende que a resolução das fotos não é infinita ?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Programa no telemóvel para detectar pessoas indesejáveis em CSI:NY


«Jo analyzes Sarah's expensive clothes and surmises she was seeing a rich, married man. Adam accesses her phone and discovers she had 'Enemy X' programme on there, which indicates the location of people she wanted to avoid.» 

Isto supostamente enviando um sinal ao GPS dos telemóveis alheios... e até mostrava um mapa com as pessoas que ela queria evitar. Isto funcionava se o outros telemóveis tivessem o mesmo programa instalado...não vale instalar só de um lado, a rede celular não divulga informação sobre os seus clientes. Mais uma bacorada sobre GPSs...

CSI Nova Iorque e recuperação absurda de disco rígido queimado

"Corned beef hash", em Guttenberg, na Nova Jérsia

No oitavo episódio da primeira série de CSI Nova Iorque, os investigadores encontram um carro que ardeu, com uma vítima lá dentro. No meio dos destroços, aparece um disco rígido. Comentam entre si que deve ter perdido os dados todos, devido ao calor do incêndio, ao que o chefe dos investigadores acaba por retorquir que não, que não devem ter sido atingidos os 700 graus centígrados a partir dos quais os discos rígidos se estragam (?!). 

Noutra cena, encontram também um dispositivo desmagnetizador, que talvez pudesse ter sido usado na desmagnetização do disco rígido.

Ainda noutra cena, mais tarde, já no laboratório, o chefe senta-se numa mesa e extrai o cinlindro do disco rígido, tratando-o como um CD, mais coisa menos coisa. Limpa-o, volta a colocá-lo dentro da caixa e liga-o ao computador. Nesta altura, começam a aparecer letras e números sem nexo no monitor (?!), numa tentativa de representação hexadecimal de uma suposta pesquisa. Mas as letras não param quietas. Andam sempre a descer. E não há ficheiros. A informação vai passando, mas sem nexo, como se houvesse ruído branco. 

Muda a cena e o chefe tenta uma nova limpeza. Desta vez, as letras continuam a descer, mas do lado direito, numa parte estreita que não parece hexadecimal, começam a aparecer frases isoladas. Depois, começam a aparecer mensagens de correio electrónico, que saltam para janelas separadas (!?), comprometendo o assassino. Mas que raio de disparate é este? Letras a descer? Mensagens de correio electrónico perdidas e a saltar quando a pesquisa passa por lá? Por favor.   

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Confusão absurda com sinal de GPS no novo justiceiro

Cachorros quentes em Fort Lee, na Nova Jérsia
Num episódio da série "O novo justiceiro" (conhecida apenas como "Knight Rider", no original), Michael foi envenenado por um bandido e precisa de o encontrar, para obter o antídoto. Kitt, que agora é um Ford Mustang Shelby preto, diz que não há problema:

  - Não há problema. O bandido tem um telemóvel de assinatura. Basta-me ver em que célula ele está ligado, para apanhar o sinal de GPS dele e saber onde está.

O quê? Mas os telemóveis agora mandam sinais de GPS para as células? Pela milésima vez, senhores argumentistas, os satélites de GPS é que mandam um sinal para os receptores! Nunca o contrário e, muito menos, um telemóvel para uma célula, qualquer que seja o protocolo, GSM 1800, AMPS ou outro qualquer. Isto é uma estupidez. O facto de porem um carro a falar não é desculpa para o porem a dizer disparates.

"GPS" do tamanho de uma missanga em "Agente Dupla"

Uma agente da CIA vai partir numa missão perigosa. Um colega seu diz que para protegê-la vai colocar-lhe um GPS. Só que o GPS é do tamanho de uma missanga, com a espessura de uma folha de papel. A agente cola o GPS na parte de trás da sua pulseira.

Por muito que seja um sonho bonito e eventualmente possível num futuro distante, nos dias que correm não é possível realizar este dispositivo. Com que energia é alimentado o dispositivo ? É que não basta receber o sinal do GPS, ainda tem que enviar dados via satélite, o que gastará muita energia. Não funciona, temos pena.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

GPS em baixo em Investigação Criminal

Há um assalto armado a um fornecedor de internet e, de repente, falta a luz em toda a cidade de Washington. Os investigadores lamentam-se por terem que estar a trabalhar com equipamento analógico e são chamados ao local do assalto, onde houve uma vítima. O médico legista e o assistente chegam atrasados, sendo que o assistente se queixa:

- Demorámos mais tempo porque o GPS estava em baixo.

Importa-se de repetir ? Acham que os satélites deixam de funcionar só porque faltou a electricidade na cidade ? Patético.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Cruzamento de dados absurdo no CSI Nova Iorque



No 6º episódio da primeira série do CSI Nova Iorque, dois investigadores tentam cruzar os dados dos distribuidores de fitas adesivas e dos fabricantes do material resistente ao fogo que as compunha, para apanharem o culpado de múltiplos homicídios numa cave de um restaurante que as usara.

Não haveria nada de estranho neste requisito, que poderia ser alcançado através de algumas instruções de SQL, caso possuíssem as tabelas correspondentes (o que poderia não ser tão óbvio como querem fazer crer). Mas, o que não faz mesmo sentido nenhum é apresentar a pesquisa com duas janelas, com linhas a piscar, tentendo mostrar quais as linhas de cada tabela que estão a ser comparadas em cada instante. Isto é absurdo.

domingo, 2 de outubro de 2011

Rede sem fios inconcebível em "Assalto ao metro 123"


No filme "Assalto ao metro 123" ("The taking of Pelham", no original), um malfeitor e os seus acólitos desviam uma composição do metropolitano de Nova Iorque, separando a locomotiva das restantes carruagens. Querem que lhes seja entregue dinheiro, no valor de dez milhões de dólares, em troca de 19 reféns. Antes do comboio ser desviado, uma das personagens, um jovem adolescente, aparece com um computador a fazer uma chamada de vídeo para a namorada atrevida. Esta cena passa-se à superfície, mas, poucos instantes depois, o comboio entra numa zona subterrânea. Nesse altura, o programa de chamada de vídeo acusa a perda de ligação de rede sem fios (?!), em vez de assinalar tão somente que houve uma perda de rede. Naturalmente, programas como aquele não falam "rede sem fios", mas sim qualquer coisa normalmente baseada em UDP, dois níveis acima da rede sem fios. Absurdo, portanto. Mas, não fica por aqui.

Mais tarde, quando a carruagem locomotiva já está separada da restante composição, na parte subterrânea da linha, onde não há qualquer rede sem fios, os apaniguados do bandido principal fazem uma estranha magia, apontando um instrumento desconhecido para cima, como se houvesse canalização de redes sem fios da superfície para o túnel. Pouco depois, conseguem ligar-se a uma dessas redes, fornecendo-a ao portátil do bandido chefe (?!). O argumentista, não contente com esta proeza, espalha-se ainda mais quando dá a entender que esta rede é propagada ao resto da carruagem, restabelecendo a chamada de vídeo do portátil do jovem (?!), que fica pousado no chão a transmitir imagens da carruagem. Ridículo.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Transferência de fundos em «Más Companhias»

A CIA organiza uma troca de dinheiro por uma bomba nuclear com um grupo de mercenários. Após um passo prévio de validação da integridade bomba, é chegada a hora de transferir dinheiro, muito dinheiro de uma conta da CIA para a conta dos bandidos. Anthony Hopkins dá o sinal por via telefónica e um dos seus acólitos aproxima-se de um computador. Vêem-se duas contas, dois rectangulos, um do lado direito com 19000000 de dólares, o outro do lado esquerdo com 0. Quando prime a tecla transferir, os números começam a mexer-se sequencialmente, com os dólares a passarem um a um de uma conta para a outra. Absolutamente patético.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A engenharia nunca existiu, foi tudo inventado pelos ETs em Transformers



Este filme tem um dos mais vis ataques à engenharia. A determinada altura, as personagens vão ter a uma base secreta subterrânea onde jaz um gigante robô extraterrestre. «O que é isto ?», pergunta uma delas. Alguém lhe explica que todas as inovações tecnológicas do século XX nunca existiram, foram copiadas do robô extraterrestre, esse sim um belo produto. Portanto, todos os engenheiros são uma fraude. Computadores, máquinas de lavar loiça, televisão, tudo copiado dos ETs. Sinto-me insultado.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Míssil com cartão SIM

Uma antiga funcionária da CIA está agora a trabalhar no sector privado. E fala de uma conspiração em que há mísseis envolvidos. Alguém tem esses mísseis, só que eles só trabalham com a ajuda de "cartões SIM reprogramados" (!?!?), sem os quais são tão úteis como um pisa-papéis. Claro que depois há um vilão a tentar encontrar os cartões que alguém lhe roubou.


O que raio é um "cartão SIM reprogramado" ?...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sopa de letras absurdamente decifrada como estereograma em "Nome de código: Mercúrio"


No filme "Nome de código: Mercúrio" ("Mercury Rising", no original), com Bruce Willis e Alec Baldwin, o governo americano produz um suposto código indecifrável, para comunicação cifrada impenetrável. Porém, um miúdo de 9 anos, autista, ao olhar fixamente para uma sopa de letras, numa revista, consegue decifrá-lo (?!).

O enigma fora colocado na revista como teste, pela equipa de certificação da robustez do código, ocultando um número de telefone. O miúdo liga para o número e, a partir daí, os cientistas percebem que o código não é seguro.

O responsável do governo pelo projecto é notificado e vai pedir satisfações, não acreditando como é possível um código tão caro e complexo ter sido quebrado por uma criança. Os cientistas, tentando justificar o sucedido, dizem que há pessoas que conseguem fazê-lo:
- «Tal como acontece quando olhamos para um estereograma e, passado um bocado, conseguimos ver uma imagem, há pessoas que olham para uma mensagem cifrada e conseguem visualizar o que está lá dentro.»

Mas... que imbecilidade.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Competição de "hackers" em "The Listener"

"The listener" é uma série canadiana na qual a personagem principal é um bombeiro que consegue ouvir e ver os pensamentos das outras pessoas de quem se aproxima. Mas consegue ter coisas mais parvas que isto.



O cenário é uma festa de "hackers" onde um deles vive à grande. Há um jovem que convida um dos polícias (antigo hacker) para uma competição.

O polícia hesita:

   -Não, já não faço isso. Então não provocamos estragos.

O outro acalma-o

   - É só entrar, sem estragos, escolhe um sítio
   - O ministério da defesa

E começam alegremente a tentar quebrar o sítio do ministério da defesa. Utilizam ferramentas tão sofisticadas como o "ping", o "traceroute" e o "netstat". E em menos de um minuto, aparece uma janela a pedir uma password, que obviamente o jovem sabe e entra. Claro, há sempre uns gajos muito estúpidos do lado do ministério da defesa e os hackers é que são os gajos espertos. Patético.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pacote proprietário em investigação criminal

Num episódio de investigação criminal, os agentes da autoridade visitam a casa de um suspeito. Este revela-lhes ser especialista em domótica. Mais tarde, quando se põe em fuga, os agentes voltam a sua casa. O agente especialista em informática apressa-se a entrar no computador e a verificar que apresenta uma API de domótica, que permite ao dono controlar a casa remotamente e também à casa saber onde está o dono. O informático rapidamente vê uma oportunidade de localizar o suspeito em fuga e logo diz onde ele se encontra. Quando os seus parceiros lhe revelam que o carro do suspeito não estava no sítio indicado, logo encontra uma explicação:
- "Bolas, deve ter sido aquele pacote proprietário que enviei. Deve tê-lo alertado de que havia alguém a tentar localizá-lo e passou a enviar uma localização fictícia para nos enganar."

O quê? Pacotes proprietários, isolados, enviados individualmente à toa? (?!) Mas que estupidez.

sábado, 30 de julho de 2011

Mistura absurda de dados de câmaras de vigilância e GPS em investigação criminal


Num episódio de investigação criminal, um agente policial infiltrado possuía um dispositivo para reenviar a sua localização obtida por GPS. Os seus companheiros, intuindo que se deslocava de carro e não contentes com uma simples localização no mapa, pensaram que seria boa ideia tentar encontrá-lo nas câmaras de videovigilância espalhadas por Washington. Ligaram-se às câmaras e o equipamento que possuíam era tão absurdo que punha automaticamente uma seta (?!) em cima do carro que estava alegadamente a enviar o sinal.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Detecção de disparo por triangulação acústica em Rizzoli & Isles

Esquadra da polícia, um grupo de meninas visitam a esquadra desinteressadamente. Subitamente, a polícia olha para um monitor onde pisca um círculo: foi detectado o som de um disparo, mais precisamente foi detectado num local específico na universidade da cidade, através de triangulação acústica... Querem mesmo que acreditemos nisto ? Quantos microfones teriam que espalhar pela cidade ? Já se ouviu falar de câmaras, agora de microfones ... Esta ideia já foi abandonada desde a segunda guerra mundial, quando chegou a ser utilizada para detectar o barulho de aviões (ver mais info).

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Apagamento de ficheiro absurdo em "investigação criminal"



No fim de um episódio de "investigação criminal", uma personagem recebe uma foto no computador. Após poucos instantes de reflexão, decide apagá-la. Ao fazê-lo, o sistema operativo pede-lhe a confirmação do apagamento. Quando confirma o apagamento do ficheiro da foto, a imagem vai desaparecendo devagarinho, esvanecendo-se poucos quadradinhos da cada vez, até não restar nenhum (?!). Mas que disparate é este?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Condutor artificial antropomórfico em "Investigação Criminal"

A cena: um jipe é conduzido por um sistema de inteligência artificial. Uma engenheira vai lhe dando umas indicações sobre para onde é que pretende ir. O carro dá umas voltas até atropelar um boneco. A engenheira está sentada no lugar do passageiro. Quando olha para o lugar do condutor está lá um computador em forma de pessoa (não é um robô, é simplesmente um monte de circuitos integrados montados de forma antropomórfica).



Toda a gente sabe que para ter inteligência artificial é necessária uma forma antropomórfica... Credo, que ideia mais parva.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Unix obscuro em "Tron, o legado"



No filme "Tron, o legado", o filho de um génio informático vai à procura do pai, desaparecido no filme anterior. Ao encontrar um antigo computador, começa a tentar usá-lo, introduzindo comandos de Unix válidos. O que não parece muito válida é a existência de um utilizador chamado "backdoor", que, embora possível, traduziria bastante ingenuidade por parte de quem a tivesse criado.Mais ridícula, ainda, é a sucção para um mundo virtual, após a execução de um comando obscuro que até já estava a correr. Lamentável.

E ficamos sem saber o conteúdo de "last_will_and_testament.txt", aberto com o vi.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Alteração absurda de imagens no filme "Ocean's 13"


A certa altura, no filme "Ocean's 13", o dono de um novo hotel em Las Vegas, interpretado por Al Pacino, pede aos seus capangas para descobrirem a identidade dos parceiros de um meliante acabado de capturar a fazer batota. Os capangas do milionário acabam por encontrar as fotos de Ocean e do seu bando, tentando enviá-las ao seu patrão, uma a uma. Porém, não contam que os piratas a soldo de Ocean estejam no meio do caminho a retocar as fotos também uma a uma, em tempo real (!?), de forma a que, quando o magnata as recebe, ninguém está reconhecível. Completamente patético.

Desencriptação universal em segundos



Em "Sneakers" um génio matemático constrói uma caixa que permite desencriptar tudo - em segundos. Um bocadinho irritante.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Estranha auto destruição do IP origem no mentalista

Num episódio da série americana "o mentalista", um bandido conhecido como Red Jonh imiscuía-se numa conversa escrita. Os agentes do chamado CBI tentavam, então, mantê-lo na conversa, para descobrirem o IP de origem. Subitamente, o bandido saía da conversa e diziam que não era possível determinar de onde tinham vindo as mensagens, devido à utilização criminosa de uma obscura técnica de auto destruição do IP de origem. Mas que absurdo é este? Auto destruição de IPs?


domingo, 26 de junho de 2011

Um algoritmo genial?


Nesta parte de "Antitrust", um filme de 2001, mostram-se algumas linhas de um suposto algoritmo genial e futurista de compressão de vídeo.

Pois bem, o código que é mostrado é na realidade parte de um exemplo Java da Oracle, publicado em 1997, para um "Simple Multithreaded Web Server" (link) (!) : http://java.sun.com/developer/technicalArticles/Networking/Webserver/WebServercode.html#189-224

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Equações voadoras em "Hackers"



No filme "Hackers" um miúdo entra num super-computador (usando a password "God"...) e acede a uma pasta chamada "Garbage" que por sorte é especial (tem um "worm"). Ao abrir a pasta vê equações matemáticas a flutuar e a girar de encontro ao ecrã, como se estivesse a navegar no mesmo universo matemático dos viciados em drogas alucinogénicas.

O hacker fica pasmado com o que descobriu e decide guardá-lo para si. Onde? Numa disquete de 3.5 polegadas.

Algumas perguntas rodam e flutuam também: qual é a utilidade de um filme de equações à deriva num super-computador? Como é que cabem numa disquete que, sendo o filme de 1995, teria na melhor hipótese uma capacidade de 2.88 Mb? Porque é que um hacker arrisca a prisão para tirar, de um super-computador, uma coisa inútil?

Administração de sistemas num super-computador



No filme "Hackers" o administrador de um super-computador detecta um alarme no sistema desta forma: navegando tridimensionalmente pela informação. É sem dúvida uma forma super-eficiente de mostrar um alarme.

Há ainda uma curiosa (isto é, alucinada) mistura de hardware e software. O "chão" do sistema aparenta circuitos integrados e de vez em quando passam coisas rápidas a voar e a fazer barulho que se presumem ser bits.

Creio que a ideia foi mostrar um super-computador como uma vasta cidade de informação, tão grande que é preciso navegar lá dentro, como se estivéssemos num avião, para obter os dados. Incrivelmente estúpido.

Para completar há ainda a espantosa frase "Deus não estaria acordado tão tarde", proferida sem saber a localização do hacker, que revela total ignorância sobre os fusos horários do planeta (para além de presumir que Deus dorme, coisa que a própria Bíblia desconhece).

Remoção da cara por toda a Internet em "I Am Number Four"



Em "I Am Number Four" é preciso, a certa altura, apagar as fotografias de um personagem em toda a Internet. Isto é feito em alguns segundos. Como?

1. Faz-se um modelo tridimensional da cabeça do personagem a partir de uma fotografia;

2. Põe-se a correr um programa super-potente com acesso instantâneo a qualquer ponto da Internet (até mesmo, assume-se, a backups e servidores desligados). Em segundos é feita uma pesquisa a todas as páginas e um algoritmo genial descobre, a partir do modelo 3D, as fotografias em que figura o personagem;

3. O programa vai mostrando, por cortesia mas sem perder rapidez, as páginas que vai pesquisando e as fotos onde vai detectando a cara antes de as apagar.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pesquisa de fotos de cartas de condução em "o mentalista"


Num episódio da série norte-americana "o mentalista", os agentes da lei estavam à procura de um potencial agressor e assassino. Ao examinarem um vídeo realizado poucas horas antes dos crimes, num bar, repararam numa cara, ao fundo, com ar suspeito. Após usarem a absurda técnica da ampliação infinita com boa qualidade, conseguiram obter um rosto válido para pesquisa.

Resolveram então pesquisar na base de dados de fotos de cartas de condução. Durante a pesquisa, do lado direito da imagem computacional, iam aparendo os pontos de referência de todos as fotos da base de dados, não encaixando com o suspeito apenas durante alguns instantes, sendo, depois, encontrado. Ao mesmo tempo, do lado esquerdo da imagem, aparecia uma caixa, com várias linhas, que iam descendo, representando a de cima, com uma cor mais escura, o registo que estava a ser analisado. Que algoritmo tão rápido e eficiente.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Vírus extraterrestre em "O dia da independência"

O que fazer para deitar abaixo as naves dos ETs ? Grande ideia: vamos colocar um vírus no computador extraterrestre!




Quem escreveu esta cena certamente veio de outro planeta. Parte de vários princípios estranhos.

  • A lógica booleana, subjacente a toda a computação, é universal. Ou seja, que a noção de verdadeiro e falso é comum entre extraterrestres e humanos, bem como todos os operadores lógicos. Parece-me demasiado optimista
  • A noção de programa de Van Neuman é universal. Mais uma vez, demasiado irrealista; porque é que os ETs iriam usar exactamente a mesma forma de programação imperativa que os humanos ?
  • Os protocolos de comunicação entre máquinas são universais. Se nem fabricantes diferentes se entendem na Terra, porque carga de água é que os ETs seguiriam qualquer protocolo disponível na Terra ?
  • O sistema operativo dos extraterrestres é tão fácil de usar e de quebrar como os dos humanos. É preciso dizer alguma coisa sobre esta ?...
Entra para a lista como um dos maiores disparates sobre computadores que já se disseram. Tenho dito.

Hacking no filme "The Dark Lurking" - Técnica 2

Como fazer hacking de um sistema de alta segurança, montado para proteger uma estação onde se fazem experiências secretas – em metade do tempo:



Tão simples que não precisa de descrição.

Hacking no filme "The Dark Lurking" - Técnica 1

Como fazer hacking de um sistema de alta segurança, montado para proteger uma estação onde se fazem experiências secretas – em 25 segundos:



A técnica é a seguinte, passo a passo:
• Introduzir um comando (não visível no filme infelizmente) que gera o erro "Error Syntax Unknown. Press "?" for help".
• Introduzir "?" para a ajuda mostrar a lista de comandos (entre os quais estão "Terminate", "Shutdown", "Power Down", "Close" e "End").
• Fazer uma coisa qualquer (também não visível, é pena) que gere um "System Lockdown" e o pedido de "System Override Password".
• Aqui está o verdadeiro passe de mágica. Uma password especial (?) provoca "Error: Must Power Down". O tipo não sabe a password para entrar, mas sabe a que provoca um erro grave, que se presume ser uma espécie de password universal para deitar sistemas de alta segurança abaixo.
• Como é óbvio, deste estado passa instantaneamente para um "Security Function approved".

sábado, 11 de junho de 2011

Governador Schwarzenegger em 2012


No filme catastrofista "2012", datado de 2009, Arnold Schwarzenegger aparece retratado como governador da Califórnia em 2012, quando, na realidade, já não o era em 2011, discursando e tentando suavizar verbalmente os possíveis danos da desintegração da crosta terrestre.

Claramente, a previsão da longevidade governativa do clássico ator austríaco foi pouco precisa. O mesmo será válido para o fim do mundo em 2012 e para a fusão do núcleo terreste.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Comandos para desligar os substitutos em "Os substitutos"


No fim deste filme, aparece um informático amarrado a uma coisa qualquer que já não consegue mexer nos computadores. Cabe a Bruce Willis a salvar o mundo, desligando todos os substitutos, digitando numa linha de comandos estranhos comandos ditado pelo inverosímil informático:

- Escreve "tango" e "enter"
- E agora ?
- Escreve "x123" e "enter"

E todos os substitutos cairam inanimados. Cabe na cabeça de alguém ?

Raio onírico em "Os substitutos"


Neste filme, existem réplicas perfeitas de cada ser humano. Quem tem um substituto comanda-o a partir de casa, deitado numa cama, imerso num sistema de realidade virtual que comanda o substituto via rede.

Esta realidade expande-se ao campo de batalha, para onde são enviados substitutos dos soldados em vez de soldados reais. Os substitutos dos soldados lutam com armas reais. Até aqui tudo bem, quase verosímil. Até que alguém fabrica uma "arma" que quando disparada para um substituto derrete o cérebro do humano que o está a comandar remotamente! Uma espécie de raio laser que se transforma em zeros e uns assassinos combinados para fritar o cérebro do pobre humano, "ultrapassando firewalls" segundo as personagens. Bem mais inverosímil que a própria noção de substituto... Mais uma vez, patético.

"Chave da internet" em "Investigação criminal"

«Um director conversa com um subordinado sobre um suspeito:

- Director, o X conseguiu obter uma chave mestra para a internet
- O que é que isso significa ?
- Significa que pode entrar em qualquer máquina ou decifrar qualquer comunicação
- Isso parece grave, temos que privá-lo dessa chave.»

Numa palavra: patético.

Pesquisas de impressões digitais


Em numerosas séries de investigação criminal e filmes americanos, é costume os computadores mostrarem ao vivo e a cores as pesquisas que estão a fazer. Por exemplo, se estão a pesquisar uma impressão digital, o computador vai mostrando alegremente na tela todas as impressões digitais que vai percorrendo. Ora, isto obviamente não corresponde à realidade. Nenhuma pesquisa é feita assim, a menos que se pretenda que demore muito mais do que seria razoável. Um computador do mundo real faz pesquisas na memória e não na tela.

Façam-nos um grande favor e deixem de representar pesquisas computacionais de forma tão absurda.